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Jeanne Lanvin foi uma das estilistas mais influentes do século 20, com criações que marcaram definitivamente suas primeiras décadas. Nascida na região da Bretanha francesa foi aprendiz de costureira e, mais tarde, chapeleira, profissão com a qual iniciou sua carreira em Paris, em 1890.
Duas décadas mais tarde, as clientes que compravam seus chapéus encantaram-se com as roupas que Jeanne fazia para sua irmã mais nova e para sua filha, passando a encomendar-lhe peças combinadas para mães e filhas, o que deu origem à sua casa de alta costura.
Seus vestidos tinham sempre uma concepção romântica e uma severidade muitas vezes atenuada por babados. Tudo o que ela criava transformava-se em sucesso: assim foi com seus vestidos chemisiers, com um bolero inspirado nos costumes bretões, vestidos com miçangas, especiais para dançar, vestidos esportivos de jérsei de lã xadreza com fios dourados e prateados, além de pijamas para festas. O uso freqüente de um determinado tom de azul fez com que ficasse conhecido como 'o azul Lanvin'.
Depois da morte de madame Lanvin, a direção da casa passou a Antonio Castillo, que desde sua primeira coleção, apresentada em 1951, seguiu sempre de perto o estilo da fundadora. Quando Castillo deixou a Maison, em 1962, para abrir seu próprio negócio, foi sucedido por Jules François Crahay, que vinha do ateliê de Nina Ricci. O estilista brasileiro Ocimar Versolato também foi diretor da casa Lanvin, na segunda metade da década de 90.